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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

” E eu corri e me desesperei até não poder te ter mais.”

Eu sabia que correr naquela chuva atrás de ti não faria o menor sentido mais tarde, quando tentasse assimilar o que havia feito. Suas duras palavras me enfraqueceram por isso cai no meio da rua sozinha aquela noite, escura e fria. Chorei até não poder mais, enquanto a chuva se misturava a minhas lágrimas verdadeiras. Eu não suportaria passar por coisas como aquelas, como uma queda das nuvens. Doía profundamente querido, saber que tudo fora em vão, que todo o amor, não passara de palavras jogadas por nós ao vento. Mas por que eu sofreria tanto assim? Somente eu, com tanta intensidade, com tamanha destreza eu sofreria eternamente por um amor forjado, falso, e sem emoções algumas. Era tudo involuntário de minha parte, era meu ser que sentia tudo com tamanha força assim como meus choros seriam eternos por nós. Mas como doía só em pensar nestas coisas. Me recordo com tanta claridade, o dia em que passamos deitados no sofá de sua casa, conversando sinceramente como seria o dia mais feliz de nossas vidas, o dia em que subiríamos juntos ao altar. E o dia em que deitamos juntos para ver as estrelas no quintal, grande e escuro de minha simples casa, você me disse que gostava de todo aquele aconchego. Como tudo foi acabar assim querido? Disse ainda que iria fazer isto várias vezes ao meu lado, e ao lado dos filhos que teríamos, que seriam todos iguais a mim se dependesse de ti. Pena, eu não sabia que seria assim no final, depois de anos adoráveis ao teu lado, agora passo por esta tormenta, grande tormenta com o teu nome. E ali sentada naquela rua que desconhecia em meio a chuva tive de perceber sozinha que como outras vezes eu me iludi, eu me apaixonei por quem não merece nem um pingo de minhas incontáveis lágrimas. E depois de tanto amor, de tantas promessas, eu não quero sentir mais, eu quero deixar de amar você, quero deixar de lhe ligar na madrugada para saber como estás, porque simplesmente eu não entendo. Não quero ser intensa, não quero ter lhe em meus pensamentos. Como? Se és a razão para que eu esteja exatamente aqui nesta chuva sentada em uma terrível calçada. Esperando que alguém me erga para que eu não caia mais das nuvens. E num simples segundo desapareceste de minha vista. — Thamires Barboza.

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